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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Soneto


Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado

Sagrada emanação da Divindade,
Aqui, do cadafalso eu te saúdo;
Nem com tormentos, com reveses, mudo;
Fui teu votário e sou, ó Liberdade!

Pode a vida, brutal ferocidade,
Arrancar-me em tormento mais agudo;
Mas as fúrias do déspota sanhado
Zomba d’alma a nativa dignidade.

Live nasci, vivi, e livre espero
Encerrar-me na fria sepultura,
Onde Império não tem mando severo.

Nem da morte a medonha cataruda
Incutir pode horror, num peito fero,
Que dos fracos, tão-somente, a morte é dura.

*Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado (*01/nov/1773 - +05/dez/1845 – Era irmão do Patriarca e maçom)

Fonte da ilustração: http://retaguarda.obrabonifacio.com.br/midias/imagens//44eb19a832009f9a.jpg

NOITE DE PESADELO


Ludmila Ferreira dos Anjos*

Gérion volta a dormir, mas os ruídos estranhos retornam. Intrigado com a situação, Gérion levanta-se e vai em direção aos ruídos que aumentam à medida que ele se aproxima.

– Quem está aí?

Ninguém responde. Gériom acende a luz da sala, primeiro cômodo após seu quarto, e vê fragmentos de sangue em seu pequeno sofá. Com as mãos trêmulas e os olhos vidrados no sangue, Gérion vai em direção à cozinha, onde o barulho é menor; pálido, ele acende a luz e tenta pegar uma faca da gaveta de seu armário.

– Cadê as facas? Que ódio, estão todas sujas. E agora?

O barulho incessante continuava. Gérion, roendo as unhas, pegou uma faca suja mesmo. O ruído ficava no ritmo acelerado de seu coração e cada vez mais rápido. Decide voltar para o quarto.

– Meu Deus, me ajude!

Gérion pega rapidamente seu terço e começa a rezar, mas com muito sono, sem perceber volta a dormir.

Dimm, deng. Dinn, dong.

– Ahhh! Quem é?

– Sou eu, Gérion! Danilo.

Ao abrir a porta Danilo fica assustado com o estado do amigo.

– Nossa, e essas olheiras?

– É que dormi pouco esta noite.

Gérion explica ao amigo tudo o que aconteceu, quando chegou. No final, Danilo deu uma crise de risos.

– O que foi?

– Gérion, a suposta marca de sangue é na verdade ketchupp que eu derramei ontem quando nós víamos o filme de terror, comendo pizza e como estava com a luz apagada eu não te falei nada, porque fiquei com vergonha, mas pode deixar que depois eu limpo.

– Está bem. Mas o barulho é inexplicável.

– Nesta vida, tudo tem explicação. Você lembra ontem à noite que eu te pedi para deixar minha impressora aqui para formatá-la durante a noite? Pois é, ela começa a querer imprimir um papel, e como é antigona, faz um barulhão. Desculpe, eu esqueci de te falar esse pequeno detalhe.

Gérion olha fixamente para o amigo como se fosse matá-lo, mas o abraça e ri, lembrando do apuro que passou à noite.

– É, amigo, só sei que essa foi uma noite de terrível pesadelo.

*Ludmila Ferreira dos Anjos é aluna do Colégio Prevest, de Goiânia, cursando o 6.o Ano ao Pré-Vestibular.

Fonte da ilustração: http://notneverland.files.wordpress.com/2010/01/pesadelo.jpg

terça-feira, 20 de julho de 2010

BANIR: UMA LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO!


O QUE É O BANIR?


Povo brasileiro, o Banir é uma campanha promovida pelos homens e mulheres de bem deste imenso e querido Brasil. É a união de pessoas que não suportam mais conviver, naturalmente, com a prática oficializada da corrupção na política; por isso, resolveram sair da inércia, bem como do anonimato, mesmo com risco da própria vida, para lutarem contra essa enfermidade que já se tornou uma epidemia letal no seio desta querida e explorada Nação.


O Banir é a voz dos que ainda não tiveram voz; é o silêncio dos que nunca puderam gritar; são os gritos dos que já estão cansados de gritar, mas nunca foram ouvidos. Enfim, o Banir é o grito de alerta em silêncio de um povo forte e valente que se levanta em defesa da democracia, da ética, da cidadania, da moral e dos bons costumes.


O Banir é também: a expressão real e espontânea de amor à Pátria; a demonstração inequívoca da indignação e da tristeza do povo, manifestada, de forma concreta e ostensiva, através do uso de uma infinidade de objetos materiais, fabricados, preferencialmente, nas cores escuras ou pretas, para expressar o luto dos brasileiros que já assistiram o sepultamento da ética, e, como se não bastasse, estão assistindo o País preso e agonizante, nas mãos dos famigerados corruptos, com seu precioso sangue jorrando pelos ralos da impiedosa assassina que atende pelo nome de corrupção.




COMO É O BANIR?


Para melhor compreensão, o Banir, sabiamente, apresenta ao povo brasileiro uma relação de objetos a serem usados no decorrer da sua campanha. A saber: bandeiras, faixas, adesivos, impressos, logotipos, cartazes, panfletos, mascotes, espantalhos, viseiras, turbantes, cachecóis, bonés, camisetas, shorts, óculos, pulseiras, chaveiros, botons, brincos, gargantilhas, agendas, calendários, cadernetas, cadernos, cartilhas com estórias infantis, palavras cruzadas, etc., contendo a palavra Banir, ou a frase XÔ-CORRUPTOS, ou frases que tenham o mesmo sentido; ou, ainda, que apresentem o seu logotipo, formado por duas palavras, BANIR, escritas cruzadas, em forma de um X na horizontal, sendo ambas ligadas por um só N, que é a sua marca registrada. O Banir pode ser representado, também, por outros objetos quaisquer, que não constam desta relação, desde que fique bem clara a idéia de participação na sua campanha.


A escolha desses objetos para representar o Banir, na sua campanha, ou seja, para simbolizar o Banir, prende-se ao fato de se tratarem de peças que poderão ser adquiridas com muita facilidade, sem gastos financeiros. Muitas dessas peças poderão ser fabricadas artesanalmente, pelas próprias pessoas interessadas a participar, ativamente, da campanha do Banir.


Povo brasileiro: seja um soldado do Banir; fabrique ou adquira um desses objetos e participe das campanhas, quantas vezes necessárias forem. Afinal, a campanha do Banir é a única esperança dos brasileiros, de um dia conseguirem livrar-se de todos os gêneros de falcatruas e roubalheiras que estão em plena atividade no Brasil. É a esperança inabalável de poderem dar um basta nas sanguessugas, nos mensalões, nos castelos de areia, nos cartões corporativos, nos decretos secretos, nos túneis valeriodutos, nos anões dos orçamentos, nas cuecas cheias de dólar, e nos PC’s da história, bem como, nos lalaus e nas georginas do passado e, sobretudo, nos descarados páreas atuais que estão em plenas atividades e a todo vapor, dos quais deixamos de citar nomes para não incorrermos no risco de não conseguir terminar está obra, haja vista o tão elevado número que já se tornou praticamente impossível até mesmo enumerar todos. Todavia, limitamo-nos apenas dizer chega para os inenarráveis escândalos da política praticada por esses vis e nocivos crápulas estadistas.



QUANDO PRATICAR O BANIR?


O Banir será colocado em prática todas as vezes que for constatado um ato de corrupção no País; não interessa o local da Federação, nem a natureza do Poder; se é no Executivo ou no Legislativo; se é em nível de Governo Federal, ministérios, Senado Federal ou Câmara dos Deputados; governos de estados, assembléias legislativas, ou secretarias de estados; prefeituras municipais, câmaras de vereadores, ou secretarias municipais; só interessa é que sejam atos políticos comprovadamente corruptos.


A prática do Banir é caracterizada pelo uso ostensivo dos objetos que foram escolhidos para ser apresentados na sua campanha. Os que serão colocados em locais bem visíveis tais como: janelas de residências, portões, portas, muros, ruas, praças, logradouros, veículos, margens de estradas, uso de peças de roupas, etc. Um recipiente de plástico para coleta de lixo, uma toalha, ou seja, qualquer peça, de cor escura ou preta, colocada ostensivamente num dos locais acima mencionados, servirá para representar muito bem a prática da doutrina do Banir.




ONDE PRATICAR O BANIR?


O Banir será praticado, em âmbito municipal, pelos habitantes do município, se o ato corrupto ocorrer na esfera municipal; em âmbito estadual, pelos habitantes do estado, se ocorrer na esfera estadual; em âmbito nacional, por todos habitantes da Nação, se ocorrer na esfera nacional. O Banir terá de ser praticado por todos que residem no País, principalmente, pelos brasileiros, natos e naturalizados, que discordam dessa nociva prática que se tornou moda brasileira; deve ser praticado por todas as pessoas de bem que não aceitam mais a prática da corrupção; pessoas que estão envergonhadas e indignadas com as coisas que têm ocorrido no Brasil, mas ainda não encontraram um meio eficiente para se manifestarem. Enfim, o Banir é: nada mais, nada menos, que a providencial fórmula criada pelo povo da Nação, com o fito de exercitar a sua cidadania e contribuir, livre e significativamente, para a implantação da ética na política, objetivando passar o País a limpo, como sempre diz o admirado repórter Boris Casoi.



POR QUE PRATICAR O BANIR?


A prática do Banir é uma forma democrática, inteligente, legítima, ordeira, sensata, eficiente e descontraída que a Nação brasileira encontrou para demolir as petrificadas muralhas da perversidade social, construídas ao longo dos tempos, no Brasil, pelos astutos e mercenários arquitetos da política infame, casuísta e corrupta. Arquitetos que não se pejaram, nem se pejam, em se aproveitarem do desconhecimento político dos eleitores brasileiros para edificar a tão nociva e censurada obra política; obra que contém no seu arcabouço todos os tijolos da ambição e argamassa da desonestidade; e, no seu revestimento, as fúnebres cores que representam a angustiante morte da ética.


Contudo, demorou, mas chegou a vez do povo brasileiro. Através do Banir, a Nação brasileira vai exigir, de forma direta ou indireta, o afastamento temporário, da(s) autoridade(s) acusada(s) de corrupção do(s) cargo(s), enquanto perdurarem as investigações. E, a exclusão definitiva do poder, caso as acusações venham a ser comprovadas.


O afastamento temporário é para evitar os conchavos, as barganhas, as negociatas, os leilões de cargos, as rapinagens e as liberações de verbas por interesses escusos, que acarretam a sangria dos cofres públicos. E, sobretudo, na supressão de provas, no emperramento das investigações, nas protelações desnecessárias, com o fim exclusivo de utilizar a ação do tempo para conseguir sepultar as diversas atrocidades no cemitério da impunidade, da desonestidade e do esquecimento. Para conseguirem manter intacta e intocável a múmia do corporativismo, como de costume acontece na indigna política partidária brasileira.


O afastamento definitivo é para evitar os desastres políticos; ou seja, candidatos, bandidos, que são eleitos por eleitores analfabetos políticos. Eleitores que só votam porque são obrigados a fazê-lo. Eleitores que não se preocupam com a escolha dos seus candidatos. Eleitores que só votam naqueles que compram seus votos; nos corruptos profissionais que, sem sobra de dúvidas, são os mais nocivos e que são mais destacados na mídia.



COMO AJUDAR O BANIR?


O Banir conta com a ajuda de todas as pessoas de bem que sonham viver num Brasil mais justo, mais humano, mais igualitário e mais ético; menos corrupto, menos tripudiado, menos extorquido e menos execrado. Pessoas que, doravante, dentro das suas possibilidades, irão lutar corajosamente em prol da implantação e da manutenção da ética no Banir.


Brasileiras e brasileiros: cantores, donos de gravadoras, ou estúdios de gravação, gráficas, confecções de roupas, ou indústrias das coisas acima relacionadas, façam parceria com o Banir. Seja um soldado atuante nesta batalha. O povo brasileiro precisa, urgentemente, ter em mãos as obras completas do Banir. Os que não possuem tais condições doem: impressão de livros, gravação de um CD, camisetas, bonés; canetas, chaveiro, ou qualquer objeto que caracterize o Banir. Doem o seu trabalho, fabricando um desses objetos mais simples que representam o Banir, que são do alcance de todos. Saiam às ruas e participem da luta. Os que têm acesso a computadores divulguem o Banir, dêem sugestões, participem. Afinal, o Banir é a forte bandeira de luta, ao alcance do povo, que precisa ser usada no combate à corrupção no Brasil.


OBRAS DO BANIR


O Banir conta, atualmente, com dois livros concluídos: O Manifesto Contra a Corrupção e O Grito de Alerta Banir; três livros a serem concluídos: A Palmeira Carcomida, A cortina de Fumaça, e A Ciranda dos Ratos; um CD, com sete (07) hinos; trinta hinos (30), a serem gravados; conta ainda, com um ousado projeto: a confecção de um filme denominado “Tropa de Lixo”. O título pode ser assustador, mais foi o mais adequado que o autor do Banir encontrou para representar todos os corruptos da política do Brasil. O roteiro desse filme está explícito no trabalho de Cordel, que foi feito com o objetivo único de mostrar à Nação brasileira, algumas falcatruas que já caíram no esquecimento; e, principalmente, a praticidade e a eficiência da doutrina do Banir na providencial e nobre missão de combate a corrupção.


Povo brasileiro: para melhor compreensão e fixação da imensurável capacidade da doutrina do Banir, não deixe de ler atentamente todas as letras e hinos do Banir, que foram colocadas à sua disposição. Leia, também, a extensa obra de cordel, que é muito elucidativa e interessante. Assim, o leitor terá completa noção do que realmente significa a prática da doutrina do Banir no Brasil, quando, sem sombra de dúvida, passará a se orgulhar de poder participar da sua efetiva manutenção. Com isso, o Brasil, a ética, a moral e os bons costumes vão ficar muito agradecidos.


Eis algumas letras que ainda não foram gravadas; coloque melodias e grave-as à vontade; a Nação brasileira ficará agradecida; a ética e os bons costumes satisfeitos; e, o autor, muito feliz...





O BANIR EM AÇÃO


Você sabe o que é o Banir,

Na luta pela ética no Brasil?

Se não sabe, agora vai saber:

Preste bastante atenção

No que eu vou lhe dizer.

O Banir são bandeiras e viseiras,

Espantalhos, logotipos e bonés;

Faixas, impressos e mascotes,

Panfletos, camisas e shorts

Ou objetos quaisquer.


Estampados nas cores escuras ou pretas,

Em protesto contra todos os picaretas,

Sanguessugas que sugam sangue dos pobres:

É o luto da Nação

Contra os bandidos nobres.

O Banir vai agir na hora certa,

Expressando nosso grito de alerta,

Para expulsar todos os tipos de ladrões

Que se ingressam na política

Só para furtar milhões.


O Banir é nossa arma de guerra,

Pra ser usada em defesa desta terra;

É o exercício da nossa cidadania,

Lutando pela conquista

Da plena Democracia.

E para expulsar os ladrões públicos,

Nosso grito de alerta é XÔ-CORRUPTOS

Xô, xô, corruptos, deixem o Brasil em paz,

Não metam a mão nos cofres públicos, corruptos

Vocês já furtaram demais.


Fim.



O Hino O BANIR EM AÇÃO, descreve o que é o Banir, como pode ser fabricado, de que forma deve ser usado e quais são os resultados provenientes da sua efetiva prática em relação à política brasileira. É a essência de toda estrutura da doutrina do banimento.





HINO FAVELEIRO


Povo do Brasil: ouça o Hino Faveleiro, a letra que reflete a realidade nua e crua do nosso dia-a-dia.

(Parte declamada)


Nas favelas há explosões de bombas

E de balas sibilares estridentes,

Clima apavorante, prenúncio de mortes,

E o povo como pode se defende.


São os reflexos da impunidade,

Que se alastram cada dia bem mais forte;

É a falência da autoridade,

Que empurra o povo para mortes.


Ó Pátria amada, extorquida, quem lhe salva,

Entre fogos cruzados de quadrilhas,

Que lutam nas disputas por espaços

Onde se vendem drogas noite e dia.


Que insegurança, que desmando, ó que tristeza

Que está vivendo esse povo sem defesa,

Do futuro esperando mais pobreza.

Na miséria, na fome e na incerteza.


Terra sofrida, terra lesada,

É o País das falcatruas planejadas;

Tripudiada é a Nação,

Que está vivendo a pior degradação.


À mercê da sorte e do que vier,

É o Brasil do salve-se quem puder.


Em berço de ouro vivem todos os corruptos,

Que ocupam nossos cargos eletivos,

Que nomeiam seus comparsas em funções,

Que se apossam do erário do País.


Esses nadam de braçadas nas riquezas,

Enquanto os pobres mais se afundam na pobreza,

Na miséria, na fome e na incerteza;

Ó, que vergonha, ó que maldade, ó que tristeza!


Ver um País tão rico e tão promissor,

Saqueado por corruptos sem pudor,

Carentes de honra e de senso crítico,

São pilantras transvertidos de políticos.


Vigaristas impostores,

Mercenários, salafrários e traidores,

Que nesta terra fazem o que bem quer;

Este é o Brasil do salve-se quem puder.



Fim...



A letra do HINO FAVELEIRO mostra a verdade, nua e crua, vivida na periferia das grandes cidades brasileiras. Mostra a situação caótica que enfrenta a população de baixa renda ou de renda nenhuma, residente e domiciliada nas favelas. Mostra o descaso das autoridades, a violência policial, o desrespeito pela vida humana, o desamor pelo próximo; e, sobretudo, a falência total das instituições conduzidas pelo poder público.

CONCLUSÃO



Este é um trabalho educativo destinado a todos os brasileiros natos e naturalizados que amam este País, que não medem esforços em prol da conquista da honra, da decência, da moral e dos bons costumes; todos que já não aceitam mais conviver com essa política, vexatória, corrupta, mercenária, asquerosa, desprezível e indecente.


Você, que é pessoa de bem, não fique de fora da campanha do Banir. O Banir é sua vez, sua força e sobretudo a sua voz. Ele conta com você. Divulgue-O, por favor.

O POVO BRASILEIRO MERECE E AGRADECE




Seja defensor da Ética. Pratique o Banir. Entre em contato com o Autor.

Email: autorbaniroscorruptos@hotmail.com

Fonte da ilustração: http://www.uniblog.com.br/img/posts/imagem34/341598.jpg

segunda-feira, 19 de julho de 2010

OS 94 ANOS DE ALMIR TURISCO DE ARAÚJO, EX-GOVERNADOR



Almir Turisco de Araújo nasceu em Macaúbas, Bahia, no dia 19 de julho de 1916. É filho de José Trajano de Araújo e Rosa Turisco de Araújo. Foi casado com Ereny Fonseca de Araújo. São filhos do casal: Tancredo Fonseca de Araújo, Cristiana Maria Fonseca Araújo, Rosa Maria Fonseca Araújo, Edgar Vicente Fonseca Araújo e Maria Sophia Araújo Prata. Reside em Goiânia.

Almir Turisco, como é conhecido nos meios políticos e sociais do Estado de Goiás, onde pontificou durante duas décadas como líder político, completa 94 anos nesta segunda-feira, cercado pelo carinho dos seus familiares, pela amizade de muitas pessoas que têm por ele o afeto de longa convivência.

Possuindo um caráter propenso à solidariedade humana, dedicado a sua família com extrema bondade e completa fidelidade, viu-se na obrigação de estender suas atividades para mais longe, ingressando na vida pública – sempre com o desejo de colaborar com o próximo – assumindo o cargo de subprefeito de Hidrolândia, Goiás, quando a localidade era ainda distrito da capital do Estado, nomeado pelo então prefeito, Professor Venerando de Freitas Borges, em 1940. Um ano depois, tendo exercido com eficiência o cargo, foi-lhe confiada a mesma missão, desta vez no distrito de Trindade, onde permaneceu até 1942. Foi um começo difícil, porém revelador: o cidadão Almir Turisco de Araújo, diante dos resultados satisfatórios frente à administração das duas importantes comunas, despertou a atenção do interventor federal em Goiás, Dr. Pedro Ludovico Teixeira, sendo chamado a assumir a Prefeitura de Anicuns, responsabilidade mais pesada, mas que não foi obstáculo para sua ascensão na vida pública, ao contrário, foi o que o catapultou para voos mais altos.

Foi eleito deputado estadual, sendo presidente da Assembleia Legislativa, assumiu o governo de Goiás, com a viagem do governador Mauro Borges para Israel.
Com o advento do golpe militar de 1964, permaneceu fiel ao seu amigo e benfeitor, Pedro Ludovico Teixeira, o que causou sua cassação e banimento da vida pública.
Hoje, nonagenário, vive uma vida feliz, ao lado de familiares, especialmente de sua querida filha Rosa Fonseca de Araújo, que lhe dá todo o apoio para que tenha sempre a paz que merece.

O filho de Almir Turisco, o artista plástico Tancredo Araújo, para felicidade do progenitor, recebeu recentemente, do Tribunal de Justiça do Estado e Goiás, expressiva homenagem póstuma, com uma exposição de quadros na sede da instituição.

Fonte da ilustração: http://www.assembleia.go.gov.br/conheca_assembleia/parlamentares/1947_2002/presidentes/images/thumbs/017-Almir-Turisco-de-Araujo.jpg

PEQUENAS, GRANDES DIFERENÇAS


Autor: Dr. João Pinto – Goiânia-GO

Uma só gota faz diferente o oceano;

uma só fagulha pode afastar a treva;

um simples pensamento pode mudar a História;

um acalanto pode recuperar uma alma desesperada.

Uma palavra dita com amor-verdade pode modificar comportamento;

um ato de carinho pode salvar uma vida, retificar um caminho;

uma ação dirigida pela solidariedade pode aliviar dores físicas e morais;

um só gesto, uma contração facial pode fazer o sorriso, a esperança e a alegria de uma

criança, de um idoso e do jovem.

Fonte da ilustração: http://www.ime.unicamp.br/~samuel/blog0/wp-includes/images/water-drop-116850.jpg

Livro: OS ÁRABES NO SERTÃO


Acaba de ser editado neste ano de 2010, pela Editora Kelps de Goiânia-GO, a histórica e importante obra de autoria do octogenário escritor goiano de origem libanesa João Asmar, chamado de mecenas da memória árabe na cidade de Anápolis pelo prefaciador do livro, escritor Ubirajara Galli.

Na obra, o autor descreve com minúcias a vida e a participação dos libaneses que chegaram à cidade de Anápolis desde os primórdios do século XX, procurando não se esquecer de nenhum membro da importante colônia estrangeira que muito engrandeceu a cidade que os acolheu. Casos pitorescos são narrados, sobretudo abrangendo as dificuldades dos adventícios com a nova língua, a qual muitos tinham extrema dificuldade em aprender, principalmente no início, sendo o idioma materno muito diferente, a começar pelo alfabeto, o que dificultava muito o aprendizado do português pelos “turcos”, assim conhecidos pelo fato de que, até 1918, o Líbano, a Síria e a Palestina pertenciam ao Império Turco Otomano e assim constarem essa odiosa – para eles – nacionalidade.

João Asmar recorreu principalmente à sua própria memória, relembrando a convivência que teve com as pessoas desde sua meninice para elaborar o brilhante trabalho. Fez justiça a um povo numeroso, operoso e importante na formação étnica de Anápolis e do Estado de Goiás.

O autor nasceu em Anápolis em 1922, é filho de Abrahão Jorge Asmar e Amina Jorge Asmar, libaneses chegados ao Brasil em 1910. Foi casado com Maria Lúcia Rocha Asmar (falecida em 2003); são filhos do casal: Miriam, Márcia Amina, João Asmar Júnior e José Ricardo. Formado em Direito pela Faculdade de Direito de Goiás em 1958, foi professor, possuindo o título de Benemérito em Educação, conferido pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado de Goiás em 1963.

Antes de produzir Os Árabes no Sertão, publicou os livros Meu Tesouro, Bom Tempo, Relicário, Aulas e O Troco... e Outras Notas.

TRANSCRIÇÃO DE UM TRECHO DE “OS ÁRABES NO SERTÃO”

Alfredo Abdalla

Alfredo Abdalla chegou ao Brasil, acompanhado de seus irmãos, Mansur, Isaac e Jorge, sob a proteção da mãe, dona Teodora.

Foi parceiro de meu pai na mascateação. Viajaram juntos, a cavalo, percorrendo a vastidão dos municípios de Bonfim, Anápolis e Corumbá de Anápolis. Foram até Bela Vista e Santa Cruz. Casou-se com dona Chiquinha, de tradicional família bonfinense.

Com ela gerou os filhos: Esmeralda, José, Luzia, Abdala, Alex, o fundador de Alexânia, Cristóvão e Tereza. Gostava de baianas.

Foi comerciante e fazendeiro, no município, com fazenda em Nerópolis, onde constituiu nova família.

Gerou mais filhos, fora do casamento. Sempre os reconheceu e os amparou. Sobre ele aparece, no fim do livro, a crônica “O Desconhecido”.

Homem destemido e correto em seus negócios. Foi o padrinho do meu irmão José, e papai batizou, também, o seu José.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

AS SETE MARAVILHAS DE CAMPINAS


Walter Menezes

Inserindo-me na imensidão de vozes que estão a disseminar, nos 200 anos de Campinas, as belezas e grandezas da cidade mãe que se sacrificou pela filha Goiânia, quero manifestar o meu amor pela aniversariante. Uma das grandezas de Campinas é manter-se altiva e amante de tudo que se relaciona à sua história e cultivar sempre o bairrismo salutar do seu povo.

E Goiânia, nossa moderna Capital, tem se portado como uma filha ingrata quanto ao bairro que viceja no oeste da cidade, com suas belezas e grandezas não notadas por muita gente. Merecem os elogios as festividades que vêm se desenvolvendo neste ano, sob a batuta do prefeito Paulo Garcia, um goianiense de nascimento e campineiro por opção. Afortunadamente é, ele, o prefeito do bicentenário da cidade que abrigou os pioneiros da epopeia da construção da nova Capital de Goiás.
Do bicentenário que, de 6 a 10 do corrente mês, tem um rico programa de eventos festivos. Mas, creio, o comemorar dos 200 anos de Campinas não se limitará a estes dias e, deverá ter sequência durante todo o ano.

Sempre tive Campinas em meu coração e lá cheguei aos 11 anos na década de 1940. Boas lembranças, grande saudade! Agora, em dias festivos, respiro fundo e encho meus pulmões para proclamar, de público e de alta voz, as 7 maravilhas de Campinas, pontos convergentes que são assuntos para milhares de páginas de jornais e livros.

1) Colégio Santa Clara
2) Praça Cel. Joaquim Lúcio
3) Atlético Clube Goianiense
4) Matriz de Campinas
6) Avenida 24 de Outubro
7) Museu Ornitológico José Hidasi

Poderia falar mais, muito mais, sobre essas 7 maravilhas de Campinas. Supondo que o leitor possa interessar-se pelo tema, recomendo a leitura do livro Campininha das Flores e sua História, com escritos de vários autores, capitaneado pelo Instituto José Mendonça Teles, nome do campineiro-mor da atualidade, benquisto de todos nós.

*Walter Menezes – Diretor do Jornal da Cultura Goiana e ex-presidente da Associação Goiana de Imprensa (Com a alterações de Hélio Nascente quanto às “Sete maravilhas”).

Ilustração: CORETO DE CAMPINAS http://www.goiania.go.gov.br/imagem/galeriafotos/foto029m.jpg