Pesquisar este blog

quarta-feira, 30 de julho de 2008

ANDRESSA RODRIGUES: BELA JOVEM ANAPOLINA


Hélio Nascente

Andressa é a garota destaque que faz a alegria em Anápolis


A jovem da foto é minha colega de aula, acadêmica de Direito na Faculdade Raízes (UniEvangélica), de Anápolis. É a caçula da turma (3.º período noturno), muito querida e mimada por colegas e mestres. Inteligente, aplicada, só tira notas altas e jamais "mata" aula. Andressa Rodrigues é o orgulho de seus pais e de sua família e vai ser uma advogada especialista em defesa dos direitos da mulher.

Andressa é um ótimo exemplo de jovem moderna, que sabe conciliar a convivência com a modernidade, sem perder a responsabilidade, sem se envolver com futilidades autodestrutíveis, aproveitando seu tempo com sabedoria e espargindo amizade e amor para os que têm a felicidade de conviver com ela no dia-a-dia.

ALAOR DOS ANJOS: ASCENSÃO DE UM VITORIOSO


Hélio Nascente*
Alaor dos Anjos: Viver honestamente, não lesar a ninguém, dar a cada um o que é seu.

Nascido em Goiás, nos últimos momentos em que a antiga Vila Boa foi Capital do Estado, teve como lema para vencer na vida “jamais desistir” de qualquer causa que abraçasse. Policial, agente de Saúde Pública, advogado, professor. Levou de roldão todos os obstáculos e venceu. Casado três vezes, tem três filhos, todos motivo de felicidade para um pai zeloso. Aposentado, continua lutando, mas em benefício dos seus, principalmente, não faltando com uma sábia palavra de aconselhamento nos momentos de dúvidas; de paz nos momentos de agitação; de incentivo nos momentos de fraqueza. Alaor dos Anjos é um amigo. Não só dos seus filhos, mas de todos que o conhecem e têm a ventura de privar da sua amizade. Septuagenário, não aparenta, já que tem um espírito jovem, empreendedor, espargindo otimismo para todos os lados.

Nasceu em família humilde, de poucos recursos, na cidade de Goiás no dia 21 de outubro de 1933. Seus pais foram Amaral Ramos de Souza e Maria dos Anjos Alcântara de Souza. Eram seis filhos, sendo que dois – Ubiratan e Joaquim dos Anjos Souza – são falecidos. Alaor é o segundo; Benedito Ramos é o primeiro (Tenente da reserva remunerada da PM-GO); a quarta é Divina e a caçula é Rosa.

Alaor dos Anjos foi enviado para a escola aos sete anos de idade, tendo o privilégio de estudar no célebre Grupo Escolar Mestra Nnhola, onde pontificavam as mestras/professoras Noêmia de Brito, Diva Camargo, Izolina – diretora – Zu e muitas outras. De todas elas, a que mais se sobressaiu, na memória do aluno Alaor, a que mais o influenciou ao longo da vida, de quem ele guarda as lembranças mais fortes, foi Noêmia de Brito.

Maria dos Anjos Alcântara de Souza, a diligente progenitora, colocou os filhos na escola no tempo exato, já que naquela época a criança só podia começar a freqüência regular ao Grupo Escolar aos sete anos de idade e foi justamente aí que Alaor deu início à sua longa e brilhante carreira de estudante, epilogada somente 34 anos depois, quando recebeu o merecido diploma de bacharel em Direito, das mãos do reitor da Universidade Federal de Goiás, Paulo de Bastos Perillo, no dia 17 de junho de 1974. A vida estudantil do infante Alaor não teve uma seqüência normal, tendo sofrido interrupções conseqüentes das dificuldades econômicas da sua mãe e dele próprio mais tarde. Na velha capital ele só concluiu os dois primeiros anos curriculares, quando a família transferiu residência para a nova capital do Estado, que ainda estava dando os primeiros passos, em 1942. Foi uma época de penúria para sua mãe, que passava por uma crise financeira muito difícil, dificílima mesmo. Ela enviuvara pouco antes do sargento do Exército Nacional e estava lutando em busca dos seus direitos à pensão militar. Somando-se a esses percalços, adveio a grave doença do filho Benedito, que contraiu leucemia e só conseguiu a cura espiritual. Pela conjugação de todos esses fatores, ela não pôde mais manter os filhos nos estudos, os quais se viram repentinamente na contingência de arrumar emprego, mesmo em tenra idade, para colaborar na sobrevivência da família.

Alaor, portanto, desde menino, lutou muito. Trabalhou como aprendiz de carpinteiro, servente de pedreiro; conseguiu um serviço ótimo, na Livraria e Papelaria Vanguarda, onde ficou, entretanto, por pouco tempo, indo trabalhar no Jóquei Clube de Goiânia, permanecendo durante três anos e sete meses. Em seguida foi para o Exército, servir a Pátria no 6.º BC (Batalhão de Caçadores) em Ipameri, dando baixa após um ano e meio de cumprimento do dever, o que fez com muito prazer e considera que foi uma experiência ímpar na sua vida, tendo aprendido não só o ofício da convivência cívica, mas viu reforçado o senso do dever e o cultivo à Ética. Retornando de Ipameri, inclui-se na Polícia Militar de Goiás, decisão formalizada no dia 25 de outubro de 1955, na cidade de Goiás, sua terra natal, onde era sediado o 2.º Batalhão de Infantaria. Permaneceu no posto de soldado durante dois anos, transferindo-se então para Goiânia, com o objetivo precípuo de fazer cursos de carreira militar. Infelizmente para ele, porém, essa carreira foi muito curta e ele deu baixa como cabo.

Tendo sido obrigado a interromper os estudos anteriormente, só quando estava servindo na Polícia em Goiás é que teve condições de retornar aos bancos escolares e dar prosseguimento ao seu objetivo de alcançar um diploma de nível superior. Tendo concluído até então apenas o 2.º ano da 1.ª fase do Ensino Fundamental, partiu para fazer o então existente curso de Admissão ao Ginásio na Escola da Mestra Colombia Caiado de Castro. Isto em 1956. No ano seguinte transferiu-se para Goiânia, a fim de fazer o curso de cabo, ficando durante mais três anos na Polícia, requerendo então sua baixa, passando a trabalhar na Secretaria de Estado da Saúde como auxiliar de Polícia Sanitária, com o ordenado de 4 mil cruzeiros, um ótimo provento – um cabo-PM ganhava Cr$ 2.100.

Ficou na Secretaria da Saúde durante muitos anos, e a partir daí não parou mais de estudar, um ano sim, outro não, porque para Alaor tudo erá difícil, tinha de empreender viagens a serviço. Uma dessas viagens foi demorada, tendo ido fazer o curso de auxiliar de saneamento em Uruaçu, pela extinta Fundação Sesp - Serviço Especial de Saúde Pública - órgão do Governo Federal, de outubro de 1961 a janeiro de 1962.

Mas voltou como auxiliar de saneamento, quando teve a oportunidade de fundar a primeira seção de Saneamento em Goiás e logo foi convidado pelo governo do Estado, na época do grande coronel Mauro Borges Teixeira, para fazer curso no Rio de Janeiro – curso de Inspetor de Saúde Pública em 1963, voltando em 1965 com o certificado de inspetor de saúde Pública nas mãos, sendo aí enquadrado como inspetor de saúde. Nessa função pontificou com eficiência durante muitos anos, período em que teve a oportunidade de demonstrar sua eficácia, seu interesse em dar ao serviço público uma autêntica dimensão social; fundou ou coadjuvou a fundação de vários serviços, tais como: seções, divisões e departamentos, ao lado do dinâmico e afamado Juarez Barbosa. Criou a Seção de Higiene Alimentar, posteriormente transformada em Divisão de Saúde do Ambiente e muitos outros serviços. Foi professor de Saúde Pública, ministrando aulas até para médicos, farmacêuticos, dentistas e enfermeiros; foi o denominado Curso Polivalente de Saúde Pública. Foi supervisor de turma e trabalhou na Chefia-Geral; na Vigilância Sanitária exerceu com maestria durante o longo período superior a oito anos o cargo de chefe-geral. Trabalhou por mais de 27 anos só na Vigilância Sanitária e mais nove anos como advogado, emprestado pela Assessoria Jurídica ao Departamento de Pessoal. Foi aí que Alaor completou os seus 35 anos de trabalho e requereu a sua devida e merecida aposentadoria, em 1994. Foram 35 anos de um servidor autêntico, que pôs, ininterruptamente, diuturnamente, todos os seus esforços, a serviço da eficiência, com a visão solidária de que o serviço público deve existir para beneficiar, para servir o povo; jamais, em nenhum momento demonstrou desídia no cumprimento diário do seu dever, sempre cultivando na prática a altruística visão de que servir é o objetivo do funcionário público, que é, nada mais nada menos, que um servidor do povo. A aposentadoria de Alaor dos Anjos, portanto, após longos 35 anos de serviços prestados com ética, foi muito merecida e justa. Significou o autêntico repouso do guerreiro.

Família
Alaor dos Anjos contraiu núpcias com Maria Camaizar Martins em 1963 e nesse mesmo ano deixou sua família para fazer curso de saúde no Rio de Janeiro, indo a esposa pacientemente para a casa dos pais em Jaraguá, a fim de aguardar o retorno no esposo – ela compreendera bem – de uma atividade que certamente iria significar a melhoria do padrão de vida do casal. Dessa união resultou o filho Péricles Martins dos Anjos, hoje servindo como cabo da briosa Polícia Militar do Estado de Goiás. O casal Alaor/Maria conviveu durante 15 anos e depois as circunstâncias forçou a uma separação judicial, que depois se tornou em divórcio. Mas Alaor não perdeu tempo e logo já estava com outra companheira, esta com o nome de Leonor Cabral Icassatti, que é mãe da segunda filha de Alaor, Cárita Icassatti dos Anjos, formada em engenharia civil. Com esta a convivência foi de apenas pouco mais de cinco anos, e por força do destino viram-se separados. Em seguida Alaor amargou praticamente seis anos sozinho, até que apareceu uma nova companheira, a jovem Eusder Ferreira de Carvalho, com quem convive até hoje, isto já há 20 anos. O casal tem uma filha, Ludmila Ferreira dos Anjos, a felicidade de ambos, sendo uma jovem, mesmo ainda em formação, dona de uma visão de mundo surpreendentemente clara, consciente, futurista, além de possuir uma inteligência rara e privilegiada.

Alaor professa a religião espírita, sendo membro do Coral do Prof. Evaldo, do Centro Espírita Irmã Scheilla, em Goiânia.

Numa visão retrospectiva de toda a sua vida, desde os primeiros momentos, em que, aos sete anos de idade foi mandado para a escola na cidade de Goiás, Alaor atribui principalmente à sua progenitora – falecida há muitos anos – todas as suas vitórias, pelo exemplo que ela deu aos filhos e pelo incentivo que não lhes negou em nenhum momento, mesmo nos mais difíceis e de aparente sem-solução. Ele, por sua vez, adotou um pensamento de nunca retroceder, e sempre foi avante. Desde o momento em que começou a estudar, ele nunca mais pensou em parar. Inspirou-se num pensamento, ao qual se agarrou por toda a vida, o qual o impulsionou muito sempre para a frente e para cima:

Aquele que se decide a parar até que as coisas melhorem, verificará mais tarde que aquele que não parou e colaborou com o tempo, está tão adiante, que jamais poderá ser alcançado.

Foi esse um dos seus lemas de vida: não parar nunca. Mas Alaor cultiva com persistência estóica outro lema, que todos os seus amigos e companheiros de todas as jornadas são testemunhas de que ele jamais foge dessa senda:

Viver honestamente, não lesar a ninguém, dar a cada um o que é seu.

Títulos

Curso Ginasial – Ginásio Municipal de Goiânia – 1963;

Técnico de Contabilidade – Colégio Comercial “5 de Julho” – Goiânia-GO – 1968;

Bacharelado em Direito – Universidade Federal de Goiás – 29/DEZ/1973

Especialização em Direito Civil – UFG - 31/MAI/1978;

Curso de Direito Agrário – UFG – 05 a 09/ABR/1976;

Certificado de participação à Palestra do Dr. José Carlos Moreira Alves sobre o tema Cognitio Extraordinaria – UCG – 26/JUL/1976;

Certificado de participação à Palestra do Dr. Rogério Lauriat Tucci sobre o tema Direito Processual Civil – UCG – 10/SET/1976;

Certificado de participação à Palestra da Dra. Altir de Souza Maia – UCG – 20/NOV/1976;

Curso de Atualização em Direito Penal e Direito Processual Penal (“com bom nível de aproveitamento”) – UCG – de 18 a 21/AGO/1976;

Participante do II Forum Nacional de Debates sobre Ciências Jurídicas e Sociais – Clube dos Advogados do DF, OAB-DF, IAB-DF – 08 a 12/AGO/1977;

Curso de Direito do Trabalho – OAB-GO e Instituto dos Advogados do Estado de Goiás – 29-30/AGO/1979;

Direito Penal (Extensão) – OAB-GO e Instituto de Advogados do Estado de Goiás - 30/MAI a 1.º /JUN/1979;

Participação no Encontro Nacional de Advogados – Goiânia-GO – 03 a 06/SET/1979;

Curso de Processo Civil Comparado - OAB-GO e Instituto de Advogados do Estado de Goiás – 24/27/1980;

Curso de A Ordem e a Realidade Jurídica Nacional - OAB-GO e Instituto de Advogados do Estado de Goiás – 29-30/MAI/1980;

Participação (“com assiduidade”) do I Seminário Brasileiro de Responsabilidade Civil (Extensão) – 11-13/JUN/1980;

Pós-graduado em Direito Penal e Direito Processual Penal – Superintendência da Academia de Polícia-GO – 08/DEZ/1994;

Curso de Técnica de Comunicação e Oratória – Centro Acadêmico XI de Maio-UFG – 1.º semestre de 1971;

Curso de Habeas Corpus – Sociedade Brasileira de Direito Criminal – São Paulo – 18/JUN/1972;

Curso sobre Títulos de Crédito – Diretório Acadêmico “Clóvis Bevilácqua” –UCG-04/08/1972;

Curso de Direito Penal – Diretório Acadêmico “Clóvis Bevilácqua” – UCG-18-19/AGO/1972;

Curso de Direito Penal – Diretório Acadêmico “Clóvis Bevilácqua” – UCG-22-23/SET/1972;

Curso de Direito Penal – Prof. Paulo José da Costa Júnior – UCG – 13-14/OUT/1972;

Curso de Direito Penal – Prof. Heleno Cláudio Fragoso – UCG – 18-19/OUT/1972;

Curso de Direito Penal – Prof. Joaquim Canuto Mendes de Almeida – UCG – 27-28/OUT/1972;

Curso de Direito Penal – Diretório Acadêmico “Clóvis Bevilácqua” – UCG-31/MAR/1973;

Curso de Direito Civil – Diretório Acadêmico “Clóvis Bevilácqua” – UCG-04-05/MAI/1973;

Curso de Direito Penal – Prof. Fábio Dean-Sociedade de Criminologia e Medicina Legal de Goiás – 21/MAI/1973;

Curso de Processo Civil – Diretório Acadêmico “Clóvis Bevilácqua”-UCG-1.º-02/JUN/1973;

Curso de Direito Civil – Diretório Acadêmico “Clóvis Bevilácqua”-UCG/Sociedade de Criminologia e Medicina Legal de Goiás – 24-25/AGO/1973;

Código de Processo Civil Brasileiro – OAB-GO/Faculdades de Direito do Estado de Goiás – 2.º semestre de 1973;

Curso de Direito Penal – Prof. Luiz Vicente Cernicchiaro/UCG-Sociedade de Criminologia e Medicina Legal de Goiás – 30/MAR/1974;

III Congresso do Sindicato do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás – 29/31/MAI/1998;

Curso de Especialização em Saúde Pública – Universidade de Ribeirão Preto-SP/Associação Médica de Goiás – 07/ABR/1990 a 12/JAN/1991;

Conferência – AIDS: Análise Crítica da Situação no Brasil – Prof. Dr. Ricardo Veronesi – 28/JUL/1990;

Participante do I Seminário de Relações Trabalhistas – Sindicato do Comércio Varejista de Gênero Alimentícios no Estado de Goiás – 14/OUT/1988

Participante do Curso de Previdência Social para Empresas – Previdência Social – Goiânia-GO – 25/SET/1985;

Treinamento de Fiscalização Sanitária – Instrutor e Coordenador – Secretaria da Saúde-GO – 05-17/12/1983;

Honra ao Mérito do Colégio Cruzeiro do Sul-Goiânia-GO – Educador Sanitário da Osego (Organização de Saúde do Estado de Goiás) – 31/MAR/1973;

Curso de Treinamentos dos Agentes da Reforma Administrativa – Ministério do Planejamento e Coordenação Geral-Goiânia-GO – 30/OUT/1970;

Curso de Inspetor de Saneamento – Escola Nacional de Saúde Pública – 08/FEV/1965;

Curso de Auxiliar de Saneamento – Fundação Serviço Especial de Saúde Pública-Goiânia-GO – 16/OUT/1961 a 16/JAN/1962;

Honra ao Mérito – Professor substituto de Português e Literatura – Escola Técnica de Comércio Dom Bosco – Uruaçu-GO – 09/OUT/1978.

Cargos exercidos como funcionário público

Policial da PM-GO – Incluído: 20/JUN/1959, excluído em 20/JUN/1959;

Auxiliar de Polícia Sanitária – Secretaria de Saúde e Assistência do Estado de Goiás – Admissão: 13/FEV/1960.
Hélio Nascente – editor da Anápolis TV Digital

terça-feira, 29 de julho de 2008

GLÁUCIA SOUZA: uma dádiva de Anápolis



Por Hélio Nascente*

Gláucia Souza, bela e cheia de outras qualidades, é um exemplar de jovem moderna, dinâmica, atualizada, inteligente e de visão. Ela é Acadêmica de Direito, estuda na Faculdade Raízes de Anápolis, trabalha como secretária, tem vida independente. Gláucia nasceu em Anápolis, cidade que ama acima de tudo, segundo suas próprias palavras. Ama demais seus pais: Pedro Bernardes de Souza e Maria Dolores de Souza. Menina simples, ela está sempre à procura de aumentar seus conhecimentos em todas as áreas. Professa a religião católica, coloca Deus à frente dos seus empreendimentos; sua cristã solidariedade para com as pessoas de todos os níveis, principalmente as mais carentes é natural, adquirida no berço, fruto do exemplo de seus pais.
No exercício da Advocacia, ela irá – de acordo com seus sonhos – unir o útil ao agradável, não desprezando o idealismo de defender a mulher marginalizada, perseguida, maltratada, discriminada, atuando na área do Direito de Família. Outro objetivo de Gláucia é defender o consumidor, que, na visão dela, é indefeso diante da ganância dos poderosos, mas tem leis a seu favor, necessitando apenas do advogado consciente para exigir a justa aplicação. A Faculdade Raízes, instituição que a jovem acadêmica ama, porque faz parte da sua vida, é um degrau na sua ascensão profissional e social, da qual sempre irá se lembrar com carinho, ao longo de toda sua vida. Os colegas e os mestres de Faculdade de Gláucia Souza vêm nela uma garota agradável, inteligente, bondosa e muito jovial.

Publicado na coluna SOCIAIS de Anápolis TV Digital em 10.06.2008 ANÁPOLIS/GAROTA DESTAQUE
Fonte:
www.anapolis.tv

CÉLIA SIQUEIRA ARANTES, em prosa ou em versos: escreve para o futuro

Por Hélio Nascente

Célia Siqueira. Arantes, anapolina de coração: poesia fundindo realidade e sonho num só estado de espírito.

A escritora e poeta Célia Siqueira Arantes é natural de Buriti Alegre-GO, onde nasceu a 8 de dezembro de 1928, sendo seus pais Galdino de Paula Siqueira e Emerenciana de Vasconcellos Siqueira. Na época da fundação de Goiânia, a família transferiu domicílio para a nova Capital, onde a infante Célia realizou os primerios estudos e concluiu o Curso Normal (Magistério). Sempre em busca de mais sber, a jovem fez também o curso de Contabilidade no Colégio Santo Agostinho. Contraiu núpcias em 1952 com Alexs Batista Arantes, passando a residir por nove anos em Ceres-GO, transferindo-se então para Anápolis, onde viveu intensamente e proficuamente durante três décadas.

Célia participou da fundação e foi presidente da Academia Anapolina de Ciências e Letras, na qual ocupa a Cadeira n.º 7, cujo patrono é João Luiz de Oliveira. Foi presidente da Sociedade Amigos da Biblioteca, quando fundou a Biblioteca da Apae em Anápolis; coordenou a Casa do Artesanato de Anápolis e foi gerente do Centro de Aprendizagem e Produção em tecelagem; presidiu por dois mandatos consecutivos o Clube das Mães do Bairro Jundiaí; ocupou como titular a Secretaria Municipal de Cultura de Anápolis pelo período de quatro anos.

A passagem de Célia Arantes por todas essas entidades e pela Secretaria da Cultura foi memorável, deixando sua marca indelével, com marcantes serviços em prol da comunidade, com iniciativas revolucionárias. Voltando a residir na Capital do Estado em 1977, deixou profundas raízes fincadas em Anápolis, legião de amigos e admiradores.

Além de membro da Academia Anapolina, integra com presença sempre marcante, amável e dinâmica: a União Brasileira de Escritores – Seção de Goiás – (UBE-GO), da qual já foi vice-presidente, tendo sido, por várias gestões, membro do Conselho Consultivo; a Academia Feminina de Letras e Artes do Estado de Goiás (Aflag), onde ocupa a Cadeira n.º 45; o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás; a Associação Goiana de Imprensa – AGI; a Comissão Goiana do Folclore e a Associação Cultural Lavourartes. Também é sócia correspondente da Alcai – Academia de Letras, Ciências e Artes de Inhumas. É colaboradora das revistas do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás.

Depois de publicar Chão Livre, a escritora lançou em 1998 Fios da Memória (Contos – Editora Kelps), que recebeu o “Prêmio Alejandro J. Cabassa” concedido pela União Brasileira de Escritores-Rio de Janeiro e entregue no Auditório “R. Magalhães Jr.” da Academia Brasileira de Letras – ABL. Inédito: “Rumos” (Crônicas). Seu nome consta do Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras, publicado em São Paulo por Nelly Novaes Coelho, Editora Escrituras; da Antologia Poética Brasil, Chile e Peru, organizada por Ubirajara Galli (Goiânia). Em 2005 fez parte das antologias: Goiânia em Poesia, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e Antologia 2005, da Academia Feminina de Letras e Artes do Estado de Goiás (Aflag). Recebeu da Prefeitura da Capital o diploma de Pioneira de Goiânia, oportunidade em que seu pai, Galdino de Paula Siqueira, in memoriam, foi agraciado com a mesma distinção.

Célia recebeu justas homenagens ao longo da sua vida, possuindo vários diplomas, medalhas e outras distinções que lhe foram conferidos, como o de Personalidade Cultural do Ano 1996 pelo Conselho Estadual de Cultura, em Goiânia e a Medalha Bernardo Sayão, em Brasília.

É verbete do Dicionário do Escritor Goiano, de José Mendonça Teles e do Dicionário Biobibliográfico de Goiás, de Mário Ribeiro Martins. Homenageada pelos escritores Luiz Contart no livro Diálogo Poético (1995) e por Conceição Cunha em Labor Literário (2000).

Cursou a Universidade Aberta da Terceira Idade na UCG – Universidade Católica de Goiás. A feliz Célia Siqueira Arantes é avó de 14 netos e bisavó três vezes.

Obras:

Chão Livre (poesias)-1991-1º edição

Fios da Memória (contos/crônicas)-1998. Ed. Kelps-Goiânia-GO.

Chão Livre – 2006 – 2.º edição. Ed. Kelps-Goiânia-GO

Disseram dela e de sua obra literária:

Cidade de Goiás, 14 de abril de 1980.

Célia, querida, sua Mensagem maravilhosa é de janeiro deste ano. Já vão 4 meses de recebida e nem um pequeno obrigado de quem a recebeu. Escuso-me de razões, tão frágeis todas. Receba estas linhas tardias e não pergunte o porquê da demora. Coisas da vida, saúde, coisinhas que não esmiúço. Meu agradecimento demorado, mas sincero e sem tamanho.
Minha poetisa, todo o coração da velha escriba para você.

Cora Coralina.
.........................................................................

A poesia e a prosa de Célia se acumulam no cérebro, rompem a fronteira, se transbordam e escorrem em palavras melodiosas, enxutas, precisas, tudo próprio de quem tem talento e sabe colocá-lo em prática.

Bariani Ortêncio (Escritor, folclorista, membro da Academia Goiana de Letras-Goiânia).
.........................................................................

“... será um livro de crônicas ou de contos? Já que se torna difícil diferenciar posso dizer que a autora trabalha perfeitamente com os dois gêneros, e se sai muito bem na empreitada de contar os causos...”

Consideração do escritor José Mendonça Teles ao prefaciar Fios da Memória.
.........................................................................

Tenho em lugar protegido e guardo com ciúmes duas obras dessa escriba que escreve com a pena na mão da alma: os versos Chão Livre e os contos/crônicas Fios da Memória. Duas vertentes literárias agradáveis e que prendem o leitor às páginas quase como que num transe hipnótico, fundindo realidade e sonho num só estado de espírito.

Os contos/crônicas narram sua própria vivência, mormente um retrato do nascimento de Ceres e Rialma, nos pioneiros tempos da Colônia Agrícola criada pelo presidente Getúlio Vargas e competentemente gerenciada desbravador Bernardo Sayão; Alexs Batista Arantes – agrimensor – ali laborou, dando sua contribuição para o progresso do Vale do São Patrício, e Célia o acompanhou, esposa/companheira leal, cúmplice na vida rude, corajosa mas esperançosa, buliçosa de tempos efervescentes e alegres com a chegada dos filhos.

A partir de agora, Célia Siqueira Arantes passa a integrar o seleto quadro de colaboradores da Anápolis TV Digital, o que a coloca novamente no coração da cidade onde passou os anos mais profícuos da sua vida ao lado do seu porto-seguro Alexs Batista Arantes, vendo os filhos crescerem e se realizarem, fazendo e administrando cultura, levando o nome da antiga Santana das Antas a todos os quadrantes do País.

Hélio Nascente (Editor da Anápolis TV Digital).