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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CASTIGO À GASOLINA BRASILEIRA


Valdemes Ribeiro de Menezes*

Inicio com parêntese quanto ao nome de consagrada produtora e fornecedora de petróleo. Ela, por burrice, ignorando que o Brasil tem uma das línguas mais faladas do mundo, eliminou o acento agudo na marca Petrobrás, que virou "Petrobras" sem acento, porém mantendo a pronúncia oxítona do "ás"...

Fechado o parêntese, chegou hora de alertar para outro caso, que mexe com os bolsos de consumidores brasileiros (e pode ter solução). É que, estranhamente, recebo, para passar adiante, um pedido para, durante três meses, de dezembro de 2010 até fevereiro de 2011, não comprar combustível da Petrobras, não abastecer nos postos BR. Motivo? A pesquisa me vem de Laércio Correntina, alertando e sugerindo sobre situações inadmissíveis impostas ao consumidor brasileiro. Conta que no Paraguai que não tem poço de petróleo) a gasolina é vendida a R$ 1,45 o litro e sem adição de álcool; que Argentina, Chile e Uruguai, juntos, produzindo menos de 1/5 da produção brasileira, comercializam a senhora gasolina a R$ 1,70 o litro... também sem adição de álcool, vendido pelo Brasil a nossos países vizinhos a R$ 0,35 o litro!

Pode?!... Afinal, foi anunciado em 2007 que o Brasil já era autossuficiente em petróleo, possuindo a terceira maior reserva de petróleo do mundo. Vai daí, como os milhões de consumidores brasileiros podem pagar gasolina mais cara do que em países que importam da Petrobras? De acordo com a mensagem que recebi, repassada por maçons, o único modo de forçar a baixa da nossa fulana (aqui no Brasil) é esta: não comprar da principal fornecedora brasileira de derivados de petróleo, nos postos BR, de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011. Se houver grande adesão de fuga aos postos BR, caindo o volume de vendas da Petrobras nos mencionados três meses consecutivos, a opção da grandona petrolífera, inevitavelmente, será a de reduzir os preços de seus produtos.

Sem dúvida, devemos amar o País, mas também lutar (com as armas do bom senso) e não permitir que a ganância de poderosos empresários prejudiquem o dia a dia do povão consumidor.

Vale a pena apoiar a campanha e repassar a ideia.

*Valdemes Ribeiro de Menezes é escritor, procurador de Justiça aposentado e diretor regional da União Brasileira de Escritores, seção Goiás, e escreve quinzenalmente neste espaço

Fonte Diário da Manhã - Goiânia-GO
http://www.dm.com.br/#!/241330

Foto: http://www.google.com.br/images?hl=pt-br&source=imghp&biw=1020&bih=596&q=valdemes+ribeiro+de+menezes&gbv=2&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai=

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